Olá, comunidade de SEO e Marketing!
O episódio de hoje é um divisor de águas! Na última semana, o burburinho foi grande com o lançamento do Guia de Otimização para as IAs generativas do Google e, claro, ele foi o destaque do nosso programa. Analisamos os novos documentos oficiais do Google com os da Microsoft e IBM sobre GEO (Generative Engine Optimization). Será que tem coisas em comum? Será que SEO é GEO?
Falamos também sobre a chegada do grupo de canais “AI Assistant” no GA4, o perigo de criar listas comparativas tendenciosas e o bug de log do Search Console, que afetou dados do Google Discover. E tem artigos de brasileiros (que a gente adora divulgar por aqui!).
Confira!
Ative a notificação do nosso canal do YouTube para não perder os próximos episódios. 💜
GA4 lança grupo de canais “AI Assistant” com tráfego de ChatGPT, Gemini e Claude
Finalmente, o Google trouxe a transparência e facilidade que precisávamos. O lançamento do novo grupo de canais “AI Assistant” no Google Analytics 4 vai agrupar automaticamente referências vindas de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.
Por que isso importa? Até então, o tráfego de IAs ficava perdido em “Direct” ou “Referral” genérico. E tínhamos que fazer configuração manual (e nem sempre precisa) dos dados. Com essa métrica mais acessível, conseguimos provar o ROI do conteúdo que criamos especificamente para ser citado por LLMs.
Status: A documentação já está no suporte oficial, e a funcionalidade deve aparecer nas contas nos próximos dias. Preparem seus dashboards!
🔗 Fonte: New AI Assistant traffic measurement
Listas comparativas: Marcas que se colocam em primeiro lugar serão penalizados com recomendações de concorrentes
Cuidado ao criar artigos do tipo “Melhores Softwares de 2026” e se colocar em primeiro lugar. O Google aparentemente fez uma mudança em sua política: a neutralidade virou item importante para que o buscador mencione a sua marca no resultado de IA.
Se você é uma marca e publica uma lista comparativa onde você é o vencedor absoluto, o AI Overview e o AI Mode podem simplesmente ignorar sua menção e exibir apenas seus concorrentes. A Lily Ray já mostrou casos nos EUA onde o artigo da marca serve de fonte, mas a marca em si é “limpada” da resposta da IA por falta de imparcialidade.

Não conseguimos reproduzir no resultado do Brasil e da Europa mas, creio que, em breve, a atualização chege aqui também.
Dica da Niara: As regras de spam agora se aplicam diretamente às respostas generativas. Honestidade e curadoria real valem mais que autopromoção agressiva.
Bug no Discover e o Case do “Colapso de 90%”
Se você notou uma queda brusca de cliques e impressões entre 7 e 8 de maio, calma: o Google confirmou um bug de log no Search Console. O tráfego real existiu, ele apenas não foi registrado corretamente. E você pode conferir o número exato no Google Analytics.
Lembrando que este é o segundo bug de log nos últimos 30 dias. No início de maio, o Google resolveu um bug na contagem de impressões do Google Imagens – que já perdurava há quase um ano.
Mas, falando em quedas reais, comentamos o case fenomenal do brasileiro Mikael Araújo no Search Engine Land. Ele mostrou como um portal de notícias perdeu 90% do tráfego (saiu de 25 mil cliques diários para apenas 2 mil) por erros técnicos pós-migração.
Gráfico com a queda no tráfego do site de notícia (print retirado do artigo do Mikael Araujo no SEL):

Mikael destacou três pilares que foram importantes para o projeto e que servem de alerta para todos nós:
- O Gargalo da Indexação: Para um site de notícias, o tempo é tudo. Eles levavam 2 minutos para serem rastreados, mas 24 horas para serem indexados. Em cripto, uma notícia de ontem é lixo. O Google estava ‘vendo’ o conteúdo, mas não o colocava na prateleira a tempo.
- A Bomba Relógio dos Soft 404s: Este foi o ‘serial killer’ do tráfego. O site tinha milhares de páginas que retornavam status 200 (sucesso), mas não tinham conteúdo real. Isso confundiu o Google e drenou o Crawl Budget. No domínio principal, eram mais de 90 mil páginas afetadas!
- Dívida Técnica Acumulada: Eles tinham mais de 500 mil páginas rastreadas, mas não indexadas. O Google estava gastando recursos com páginas de conversores de moeda automáticos (conteúdo ralo/thin content) e deixando de lado o que realmente importava.
Ao corrigir os Soft 404s e otimizar o orçamento de rastreamento, a recuperação foi explosiva, especialmente no Google Discover, onde a confiança do domínio é o fator determinante.
O aprendizado: Não adianta ter a melhor estratégia de conteúdo se a fundação técnica está ruim.
🔗 Fonte: How soft 404s and indexing issues caused a 90% traffic collapse
Alerta: GEO sem SEO é uma fundação sem alicerce
Na última semana, Felipe Bazon publicou um artigo importante no LinkedIn que vai de encontro com tudo o que discutimos no episódio 37. Ele faz um alerta sobre a “proliferação de especialistas em GEO” que nunca fizeram SEO técnico.
Os pontos principais do Bazon:
- Dados brasileiros: No Brasil, o comportamento é híbrido. O brasileiro usa IA, mas 84% ainda validam a informação no Google. Ignorar o SEO tradicional para focar “só em IA” é um erro estratégico grave.
- O risco da negligência: Produzir conteúdo em massa “só para IAs” sem entender conceitos como E-E-A-T, Topical Authority e Information Gain coloca o site em risco de penalização total.
- AEO não é novidade: O termo Answer Engine Optimization existe desde 2018 (cunhado por Jason Barnard). Quem vende isso como “revolução de 2024” ignora a história da nossa área.
“GEO é uma expansão do SEO. Quem não domina a base não está expandindo nada. Está construindo em areia.” — Felipe Bazon
🔗 Fonte: A Ascensão do GEO Parte 2: Os Profissionais de GEO
O Debate: Guia de GEO do Google vs. Microsoft vs. IBM
Eu, Flávia e Cadu debatemos os novos playbooks de Google, Microsoft e IBM sobre otimização para IA.
1. Os três guias concordam em pilares fundamentais que marcam o fim da era do “conteúdo para robôs”:
- Autoridade e Confiança (E-E-A-T): Não basta ter a informação; você precisa ser a fonte confiável. A IBM foca em citações, o Google em “conteúdo não-commodity” e a Microsoft em ser a fonte de influência para o Copilot.
- Fim das Keywords, Era das Entidades: O foco mudou para a compreensão semântica. As IAs entendem conceitos, sinônimos e intenções, não apenas repetições de palavras-chave.
- Estrutura Técnica: Se a IA não consegue rastrear (Crawl budget) ou entender a hierarquia (HTML semântico), você não existe.
2. Diferenças na abordagem
Enquanto o Google diz que “é tudo SEO” para acalmar o mercado, a IBM e a Microsoft mostram que o GEO exige uma camada de Relações Públicas Digital e Autoridade de Dados muito mais profunda.
| Característica | Google (SEO é GEO) | Microsoft (AEO/GEO) | IBM (O Playbook de 12 pontos) |
|---|---|---|---|
| Terminologia | Rejeita “hacks” de GEO/AEO. Diz que é evolução do SEO. | Abraça os termos. Foca em “Discovery to Influence”. | Trata como uma disciplina nova e ultra-estruturada. |
| Destaque Técnico | RAG e Query Fan-out: Foca em como o sistema busca e expande a query. | Conversational Search: Foca no diálogo e na jornada de influência. | Citações e Estatísticas: Ênfase em ser citado para gerar autoridade. |
| Posição sobre “Hacks” | Contra arquivos llms.txt ou “chunking” artificial. | Sugere otimizações específicas para assistentes de IA. | Foca em 12 pontos práticos, incluindo “sentimento” e “verificabilidade”. |
| Visão de Conteúdo | “Non-commodity content”: Conteúdo único, com perspectiva humana e experiência real. | Autoridade de Marca: Ser a resposta que o Copilot escolhe para recomendar. | Dados e Provas: Uso massivo de dados e estatísticas para atrair a IA. |
Dicas:
- Auditoria de “Unicidade”: Pegue seu melhor artigo. Pergunte: “Se eu pedir para o ChatGPT escrever isso, ele entrega algo igual?“. Se sim, seu conteúdo é commodity. Adicione experiência própria, fotos reais e dados exclusivos.
- Foco em RAG: Use dados estruturados (Schema) não porque o Google manda, mas porque facilita para a IA “recuperar” (Retrieve) sua informação sem erros.
Assista ao episódio completo:
Como a Niara te ajuda nisso?
O SEO hoje une marca, técnica e performance. Seja auditando erros de indexação com nosso Agente de SEO Técnico ou diagnosticando seu conteúdo para o AI Mode Insights, a Niara simplifica o complexo para você focar no que importa: resultados.
Gostou? Confira também: