O mercado de busca está passando por uma das suas transformações mais profundas. No último dia 29 de abril, tive o prazer de participar do painel da FIND, evento realizado pela Anamid com o tema “SEO na era das IAs”, mediado pela Flávia Crizanto (Experta/Anamid).

Ao lado das profissionais Júlia Neves (Optimiza) e Kesia Ramires (Wave Commerce), discutimos como a IA generativa não está matando o SEO, mas redefinindo o que significa ter presença digital hoje.

Será que fazer SEO está diferente? Como a inteligência artificial tem remodelado o mercado? Reuni os principais insights para você entender como navegar nesse novo cenário.

Carol Helfstein, Júlia Neves, Kesia Ramires e Flávio Crizanto no palco do evento FIND.

De SEO para GEO: o que realmente mudou nas agências?

Uma coisa é fato: a sigla GEO (Generative Engine Optimization) ganhou força desde o boom das pesquisas generativas. Você já deve ter ouvido sobre ela por aí, bem como AEO, SXO e tantas outras que se dizem mais adequadas a esse novo momento.

Mas, a verdade é que o feijão com arroz bem feito no SEO continua sendo a base. Júlia Neves destacou que, na Optimiza, o termo GEO por uma necessidade de mercado. Mas, os fundamentos tradicionais continuam os mesmos.

Por exemplo, dados estruturados. Eles sempre foram o alicerce para a compreensão semântica de um site. Hoje, ferramentas generativas utilizam essa mesma base técnica para validar informações.

Na prática, isso não significa que a marcação ganhou uma nova função com a IA. A única questão é que sua relevância estratégica apenas foi reafirmada.

O esforço técnico de implementação continua sendo o mesmo de anos atrás, provando que as boas práticas de SEO são atemporais.

Desafios no e-commerce: profundidade sobre volume

Para o e-commerce, a métrica de sucesso mudou. Segundo Kesia Ramires, hoje fazer SEO para lojas virtuais não é sobre olhar para volume de sessões, mas para sessões qualificadas.

E a melhor maneira de fazer isso é atacando duas frentes extremamente importantes:

  1. diferenciação: transformar a expertise técnica do seu cliente em texto;
  2. utilidade real: responder claramente o que é o produto, para quem é, como usar e quais dores ele resolve.

A produção em massa facilitada pela IA criou um mar de conteúdos superficiais. Para o e-commerce, isso é um convite para elevar o nível: é o momento de usar a tecnologia para escalar a personalização, e não a genericidade.

Marcas que utilizam a IA generativa com rigor e curadoria conseguem imprimir sua voz única em cada descrição de produto, transformando a ferramenta em um braço direito para construir uma conexão real e duradoura com o consumidor.

Leia mais: Case: Como a Ânima Educação escalou SEO para 18 marcas com a Niara e superou 110% da meta orgânica no ENEM

A visão da Niara e a autoridade tópica: o fim da palavra-chave única

Representando a Niara, destaquei como nós, por aqui, auxiliamos marcas no dia a dia de SEO. Ainda notamos a dependência de métricas como volume de buscas e dificuldade de ranqueamento num cenário em que esses números não nos dizem muito.

Fazer SEO hoje é sobre construir reputação e presença em todos os canais. E, para que isso dê certo, é preciso cobrir dores, dúvidas e necessidades do público de forma abrangente durante toda a sua jornada online.

Por isso, a estratégia de autoridade tópica (ou topical authority) se faz tão presente hoje em dia.

Em termos simples, a autoridade tópica é o reconhecimento, por parte dos buscadores e dos usuários, de que seu site é uma fonte completa e confiável sobre um assunto específico. Não se trata de ranquear para uma palavra-chave, mas de dominar um cluster de conhecimento.

Uma marca torna-se autoridade quando ela não apenas responde “o que é”, mas antecipa as próximas dúvidas do usuário, cobrindo todas as ramificações de um tema.

Para sair da dependência de palavras-chave isoladas e passar a construir essa teia de conteúdo, o processo exige análise de dados e visão estratégica. O bom é que a Niara se torna sua parceria de trabalho, simplificando o que antes levava semanas.

Através do Mapa de Autoridade, transformamos dados do seu Google Search Console numa estratégia de crescimento. Em segundos, a ferramenta identifica onde estão seus maiores potenciais de domínio e gera um calendário editorial completo para cobrir lacunas e assegurar que sua marca seja a maior fonte em sua área de atuação.

O resultado? Você deixa de perseguir volume de buscas e passa a construir um ecossistema de conteúdo que atrai tráfego qualificado e, acima de tudo, estabelece sua marca como a voz definitiva no seu nicho.

Leia mais: Por que a Niara deve ser a sua ferramenta de SEO em 2026?

Adeus às métricas de vaidade

Um dos pontos altos do painel foi a discussão sobre métricas. Durante muito tempo, profissionais de SEO foram cobrados a gerar bons números de cliques e impressões para clientes. O problema é que eles sempre contaram apenas uma parte da história.

Com a ascensão das IAs generativas e dos resultados de busca que resolvem a dúvida do usuário ali mesmo na SERP, é natural (e esperado) que o volume de cliques sofra oscilações ou quedas. Mas menos cliques não significam necessariamente menos negócio.

Muitas vezes, o tráfego que “se perde” é aquele meramente informativo e de topo de funil, que dificilmente converteria de imediato.

Em conversas que tivemos, foi interessante perceber que, mesmo com essa queda de cliques atrelada sobretudo ao topo de funil, a taxa de conversão orgânica muitas vezes permaneceu estável ou até cresceu.

O SEO moderno exige um diálogo mais profundo sobre métricas de negócio:

  • conversões assistidas: como o orgânico influenciou a jornada de compra, mesmo que não tenha sido o último clique?
  • taxa de conversão: quais clusters de conteúdo estão realmente trazendo leads e vendas, e não apenas tráfego “curioso”?
  • ROI real: o quanto o canal orgânico está reduzindo o custo de aquisição (CAC) a longo prazo?

Estamos vivendo uma era de educação e diálogo. É preciso educar clientes e marcas de que o trabalho do SEO é oferecer aderência ao objetivo final da marca.

Então, se o SEO está convertendo o público em clientes, ele está cumprindo seu papel mais nobre: gerar receita, não apenas volume.

O que considerar ao contratar parceiros de SEO hoje?

Se você está buscando uma agência ou ferramenta neste novo cenário, o painel deixou dois conselhos de ouro:

  • Foco em resultados de negócio: fuja de relatórios que mostram apenas “subida de posições” sem contexto de conversão.
  • Cuidado com os “gurus”: evite quem promete fórmulas mágicas para vencer a IA. O SEO moderno é sobre consistência, técnica e adaptação contínua.

Pano de fundo: o panorama do SEO no Brasil

O debate que levamos ao painel da FIND não foi baseado apenas em percepções individuais, mas em dados do “Panorama do mercado de SEO brasileiro”, relatório desenvolvido pela Anamid. O guia é uma leitura obrigatória para quem deseja sair do “discurso de tendência” e entender a prática real das agências e profissionais no Brasil.

Segundo o estudo, estamos vivendo um momento de amadurecimento. Enquanto muitos se perdem em respostas genéricas de IAs, o mercado brasileiro sinaliza que o valor real está na escuta qualificada e na capacidade de lidar com as tensões entre o que é prometido e o que realmente funciona no dia a dia das empresas.

Na era das IAs, entender o comportamento humano e as nuances do mercado nacional é o que separa estratégias de vaidade das estratégias de negócio.

O SEO está mais vivo (e estratégico) do que nunca

O que ficou claro durante o painel é que navegar na nova era do SEO exige abandonar velhos dogmas. Se o comportamento do usuário mudou e as IAs generativas estão expandindo a pesquisa, nossa forma de trabalhar também precisa evoluir.

Claro, o feijão com arroz do SEO ainda funciona como base e deve, sim, ser implementado. Hoje, verdadeiro diferencial está na profundidade e na capacidade de escala com qualidade.

Na Niara, acompanhamos essa evolução de perto, com recursos que olham para o SEO como uma engrenagem de crescimento de negócio. Por isso, nossa suíte de ferramentas foi desenvolvida para transformar a complexidade operacional em ação e estratégia.

Deixe que a IA cuide da operação para você focar em converter seu público em clientes fiéis. O novo SEO não é sobre trabalhar mais, é sobre trabalhar de forma mais inteligente.

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